Elvis Presley - Ain't That Loving You Baby
Cantor: Elvis Presley
Música: Ain't That Loving You Baby
Compositores: Clyde Otis / Ivory Joe Hunter
Álbum: Elvis Golden Records vol. 4
Selo: RCA Victor
Data de Gravação: 10 de junho de 1958
Produção: Steve Sholes
Engenheiro de Som: Selby Coffeen
Local de Gravação: RCA Studio B, Nashville, Tennessee
Músicos: Elvis Presley (vocal e guitarra), Hank Garland (guitarra), Chet Atkins (guitarra), Bob Moore (baixo), Floyd Cramer (piano), Murrey "Buddy" Harman (bongôs e percussão), D.J. Fontana (bateria), The Jordanaires (vocais).
Comentários:
Em 1964, em desespero de causa, a RCA Victor lançou no mercado finalmente um single de canções convencionais inéditas de Elvis Presley. Como não havia nada arquivado com força suficiente para fazer bonito nas paradas os produtores responsáveis pelos lançamentos do cantor foram até os arquivos da gravadora em Nova Iorque em busca de alguma coisa inédita de Elvis. E encontraram essa gravação de "Ain't That Loving You Baby", ainda dos anos 50 que havia sido arquivada pois o engenheiro de som havia notado algumas falhas técnicas. Ela tinha sido registrada numa das últimas sessões de gravação de Presley antes de ir para a Alemanha servir o exército americano. Pois bem, como a RCA estava desesperada o jeito foi lançar aquilo mesmo, do jeito que fosse possível. Realizaram um tratamento sonoro na música e a colocaram no mercado.
O resultado foi melhor do que o esperado. Elvis soava novamente interessante para o público e para a crítica - pena que em um registro antigo, dos tempos de roqueiro de Elvis quando ele ainda não havia se rendido ao estilo açucarado de Hollywood. Em relação ao Lado A desse single devo dizer que essa versão nunca foi a minha favorita. A acho sem ritmo e sem pique, algo que foi superado numa versão lançada bem mais tarde no álbum "Reconsider Baby" em 1985 - era um take alternativo, desconhecido, mas muito superior à versão oficial do compacto original! Poucas vezes vi tanta energia e jovialidade em gravações de Elvis como naquele take. Com uma bateria forte, compassada e feroz, a música faz qualquer um levantar da poltrona para dançar. Uma grande gravação de Elvis que sabe-se lá a razão ficou anos e anos pegando poeira nos arquivos da gravadora.
Pablo Aluísio.
quarta-feira, 5 de agosto de 2026
Elvis Presley - A House That Has Everything
Elvis Presley - A House That Has Everything
Cantor: Elvis Presley
Música: A House That Has Everything
Compositores: Tepper - Bennett
Álbum: Clambake
Selo: RCA Victor
Data de Gravação: 21 de fevereiro de 1967
Produção: Felton Jarvis, Jeff Alexander
Engenheiro de Som: Jim Malloy
Local de Gravação: RCA Studio B, Nashville, Tennessee
Músicos: Elvis Presley (vocais), Scotty Moore (guitarra), Chip Young (guitarra), Bob Moore (baixo), Charlie McCoy (guitarra, gaita), Buddy Harman (bateria), D.J. Fontana (bateria), Floyd Cramer (piano), Hoyt Hawkins (piano), Pete Drake (steel guitar), Norm Ray (sax), Millie Kirkham (vocais), The Jordanaires (vocais).
Comentários:
A trilha sonora de "Clambake" não é das melhores de Elvis em Hollywood. Tampouco fica entre as piores. A RCA Victor inseriu algumas canções bônus em sua seleção musical que a livrou de ser meramente um disco fabricado pela indústria do cinema. Só para se ter uma ideia o clássico "Guitar Man" fez parte desse álbum. Assim não podemos dizer que "Clambake" musicalmente falando seja um desastre irrecuperável. Além disso não podemos deixar de salientar que Elvis gravou essa trilha sonora em Nashville e não na costa oeste. Trabalhando mais perto de casa ele se sentia mais inspirado e menos pressionado. O filme sim deixava a desejar. Elvis nem queria fazê-lo pois o roteiro era apenas uma variação de seus filmes de verão, filmes de praia. Porém como ele andava com dívidas pesadas nessa época para pagar resolveu se submeter. Pessoalmente ele não queria mesmo mais atuar em comédias musicais nesse estilo.
"A House That Everything" da dupla Tepper e Bennet é um dos bons momentos do disco. É uma boa balada, que se não se sobressai dentro da carreira de Elvis, pelo menos tem uma certa dignidade, sendo agradável aos ouvidos no final das contas. Particularmente gosto de muitas canções escritas por essa dupla de compositores. Claro que algumas tolices foram compostas por eles, mas o foram em número reduzido. “A House That Everything” é a primeira canção da trilha que desperta nossa atenção. Aqui Elvis utiliza uma vocalização bem típica da primeira metade dos anos 60, calma, suave e relaxante. Praticamente todas suas baladas gravadas antes de 1964 apresentam essa característica (vide a linda “There’s Always Me” do disco “Something For Everybody” de 1961, símbolo do estilo que estou citando). Como faz parte dessa trilha sonora, uma das menos conhecidas da carreira de Elvis, foi totalmente esquecida e ofuscada. Merece uma segunda audição.
Pablo Aluísio.
Cantor: Elvis Presley
Música: A House That Has Everything
Compositores: Tepper - Bennett
Álbum: Clambake
Selo: RCA Victor
Data de Gravação: 21 de fevereiro de 1967
Produção: Felton Jarvis, Jeff Alexander
Engenheiro de Som: Jim Malloy
Local de Gravação: RCA Studio B, Nashville, Tennessee
Músicos: Elvis Presley (vocais), Scotty Moore (guitarra), Chip Young (guitarra), Bob Moore (baixo), Charlie McCoy (guitarra, gaita), Buddy Harman (bateria), D.J. Fontana (bateria), Floyd Cramer (piano), Hoyt Hawkins (piano), Pete Drake (steel guitar), Norm Ray (sax), Millie Kirkham (vocais), The Jordanaires (vocais).
Comentários:
A trilha sonora de "Clambake" não é das melhores de Elvis em Hollywood. Tampouco fica entre as piores. A RCA Victor inseriu algumas canções bônus em sua seleção musical que a livrou de ser meramente um disco fabricado pela indústria do cinema. Só para se ter uma ideia o clássico "Guitar Man" fez parte desse álbum. Assim não podemos dizer que "Clambake" musicalmente falando seja um desastre irrecuperável. Além disso não podemos deixar de salientar que Elvis gravou essa trilha sonora em Nashville e não na costa oeste. Trabalhando mais perto de casa ele se sentia mais inspirado e menos pressionado. O filme sim deixava a desejar. Elvis nem queria fazê-lo pois o roteiro era apenas uma variação de seus filmes de verão, filmes de praia. Porém como ele andava com dívidas pesadas nessa época para pagar resolveu se submeter. Pessoalmente ele não queria mesmo mais atuar em comédias musicais nesse estilo.
"A House That Everything" da dupla Tepper e Bennet é um dos bons momentos do disco. É uma boa balada, que se não se sobressai dentro da carreira de Elvis, pelo menos tem uma certa dignidade, sendo agradável aos ouvidos no final das contas. Particularmente gosto de muitas canções escritas por essa dupla de compositores. Claro que algumas tolices foram compostas por eles, mas o foram em número reduzido. “A House That Everything” é a primeira canção da trilha que desperta nossa atenção. Aqui Elvis utiliza uma vocalização bem típica da primeira metade dos anos 60, calma, suave e relaxante. Praticamente todas suas baladas gravadas antes de 1964 apresentam essa característica (vide a linda “There’s Always Me” do disco “Something For Everybody” de 1961, símbolo do estilo que estou citando). Como faz parte dessa trilha sonora, uma das menos conhecidas da carreira de Elvis, foi totalmente esquecida e ofuscada. Merece uma segunda audição.
Pablo Aluísio.
Elvis Presley - A Hundred Years From Now
Elvis Presley - A Hundred Years From Now
Cantor: Elvis Presley
Música: A Hundred Years From Now
Compositores: Flatt - Scruggs
Álbum: Essential Elvis - Walk A Mile in My Shoes
Selo: RCA Victor
Data de Gravação: 4 de junho de 1970
Produção: Felton Jarvis
Engenheiro de Som: Al Pachucki
Local de Gravação: RCA Studio B, Nashville, Tennessee
Músicos: Elvis Presley (vocais e violão) / James Burton (guitarra) / Ronnie Tutt (bateria) / Chip Young (guitarra) / Bob Lanning (bateria) / Charlie Hodge (violão e voz) / Glen Hardin(piano) / The Imperials (vocais) / The Sweet Inspirations (vocais) / Millie Kirkham (vocais) / John Wilkinson (guitarra) / Norbert Putnam (baixo) / Jerry Carrigan (bateria) / David Briggs (piano) / Charlie McCoy (orgão e Harmônica) (Banjo) / Harold Bradley (guitarra).
Comentários:
A primeira vez que ouvi essa gravação foi no box "Walk A Mile in My Shoes". Na verdade nem é tecnicamente uma gravação oficial de Elvis Presley, nem tampouco saiu em qualquer disco seu dos anos 1970. Elvis sequer estava interessado em gravá-la para fazer parte de um álbum da RCA Victor. Foi apenas um ensaio, um momento de descontração entre ele e sua banda. Por muitos anos essa jam session ficou arquivada nos arquivos da gravadora. Só depois é que com o advento dos lançamentos de CD com material inédito foi finalmente lançada no mercado.
É uma música bem antiga, um bluegrass para se tocar com banjo que Elvis certamente conhecia quando era garoto. Para se ter uma ideia sua criação data de 1906 segundo alguns historiadores de música nos Estados Unidos. Sequer se pode afirmar com certeza quem a criou. Apenas alguns anos depois foi sendo popularizada. A performance de Elvis por sua vez foi claramente inspirada na versão da dupla de cowboys Flatt and Scruggs. Elvis inclusive tira uma onda com o estilo vocal do cantor desse grupo. James Burton também imita o mesmo solo, só que usando uma guitarra comum e não um instrumento acústico que era usado na gravação original. Em suma, é um momento divertido de Elvis e a TCB Band. Se a tivessem levado mais à sério poderia até mesmo ter entrado em um álbum como "Elvis Country", quem sabe...
Pablo Aluísio.
Cantor: Elvis Presley
Música: A Hundred Years From Now
Compositores: Flatt - Scruggs
Álbum: Essential Elvis - Walk A Mile in My Shoes
Selo: RCA Victor
Data de Gravação: 4 de junho de 1970
Produção: Felton Jarvis
Engenheiro de Som: Al Pachucki
Local de Gravação: RCA Studio B, Nashville, Tennessee
Músicos: Elvis Presley (vocais e violão) / James Burton (guitarra) / Ronnie Tutt (bateria) / Chip Young (guitarra) / Bob Lanning (bateria) / Charlie Hodge (violão e voz) / Glen Hardin(piano) / The Imperials (vocais) / The Sweet Inspirations (vocais) / Millie Kirkham (vocais) / John Wilkinson (guitarra) / Norbert Putnam (baixo) / Jerry Carrigan (bateria) / David Briggs (piano) / Charlie McCoy (orgão e Harmônica) (Banjo) / Harold Bradley (guitarra).
Comentários:
A primeira vez que ouvi essa gravação foi no box "Walk A Mile in My Shoes". Na verdade nem é tecnicamente uma gravação oficial de Elvis Presley, nem tampouco saiu em qualquer disco seu dos anos 1970. Elvis sequer estava interessado em gravá-la para fazer parte de um álbum da RCA Victor. Foi apenas um ensaio, um momento de descontração entre ele e sua banda. Por muitos anos essa jam session ficou arquivada nos arquivos da gravadora. Só depois é que com o advento dos lançamentos de CD com material inédito foi finalmente lançada no mercado.
É uma música bem antiga, um bluegrass para se tocar com banjo que Elvis certamente conhecia quando era garoto. Para se ter uma ideia sua criação data de 1906 segundo alguns historiadores de música nos Estados Unidos. Sequer se pode afirmar com certeza quem a criou. Apenas alguns anos depois foi sendo popularizada. A performance de Elvis por sua vez foi claramente inspirada na versão da dupla de cowboys Flatt and Scruggs. Elvis inclusive tira uma onda com o estilo vocal do cantor desse grupo. James Burton também imita o mesmo solo, só que usando uma guitarra comum e não um instrumento acústico que era usado na gravação original. Em suma, é um momento divertido de Elvis e a TCB Band. Se a tivessem levado mais à sério poderia até mesmo ter entrado em um álbum como "Elvis Country", quem sabe...
Pablo Aluísio.
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