quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Elvis Presley - EPiC: Elvis Presley in Concert - Original Motion Picture Soundtrack

Elvis Presley - EPiC: Elvis Presley in Concert - Original Motion Picture Soundtrack (2026)
EPiC: Elvis Presley in Concert – Original Motion Picture Soundtrack chegou ao mercado em 20 de fevereiro de 2026, pela RCA/Legacy, como trilha sonora oficial do filme-concerto dirigido por Baz Luhrmann. O álbum foi concebido como uma extensão musical do filme e, por isso, não deve ser encarado como um tradicional disco de apresentações ao vivo ou como uma simples coletânea de sucessos. São 27 faixas que percorrem principalmente o período em que Elvis voltou aos palcos no final dos anos 1960 e início dos anos 1970, reunindo material das temporadas de Las Vegas e de apresentações em turnê. O grande diferencial está no trabalho de restauração e edição, que combina gravações ao vivo recuperadas com novas mixagens, remixes, medleys e intervenções produzidas especialmente para o projeto. O resultado é um álbum bastante cinematográfico, construído para reproduzir em áudio a trajetória emocional apresentada no filme. Logo na abertura, “Can’t Help Falling in Love” conduz o ouvinte para “Also Sprach Zarathustra/An American Trilogy”, criando uma entrada grandiosa e teatral. Em seguida aparecem momentos fundamentais do repertório de palco de Elvis, como “That’s All Right”, “Tiger Man”, “Hound Dog”, “Polk Salad Annie”, “Burning Love”, “Never Been to Spain”, “How Great Thou Art”, “Bridge Over Troubled Water” e “Suspicious Minds”. Há ainda espaço para experiências mais contemporâneas, como “Wearin’ That Night Life Look”, “A Change of Reality (Do You Miss Me?)” e o remix de “Don’t Fly Away”, produzido pelo PNAU. O CD também apresenta um livreto de 16 páginas, embora uma das críticas especializadas tenha observado que os créditos não identificam claramente a origem de cada apresentação utilizada. Em aproximadamente 74 minutos, EPiC procura apresentar Elvis não apenas como intérprete de canções conhecidas, mas como um artista de palco, cercado por músicos, coristas, orquestra e toda a grandiosidade característica de seus espetáculos dos anos 1970.

A recepção ao álbum foi predominantemente positiva entre os veículos especializados e os fãs, embora também tenham surgido algumas ressalvas em relação ao uso de remixes e às alterações feitas nas gravações originais. A revista Under the Radar, por exemplo, deu ao álbum 8/10, destacando a energia das apresentações e observando que a força de Elvis continua evidente décadas depois de sua morte. A publicação também chamou atenção para a potência de números como “That’s All Right”, “Tiger Man”, “Polk Salad Annie”, “A Big Hunk O’ Love” e “Suspicious Minds”, além de elogiar a maneira como os remixes procuram dar nova vida ao material. Entre os fãs, as reações foram mais variadas: alguns ouvintes elogiaram a sonoridade renovada e os medleys, enquanto outros demonstraram preferência pelas gravações originais e questionaram determinadas alterações, especialmente em músicas como “Always on My Mind”. Uma característica importante apontada por análises especializadas é que o disco funciona melhor quando ouvido em conjunto com o filme, pois sua montagem segue o arco narrativo de EPiC e não a estrutura convencional de um álbum ao vivo. Dentro da gigantesca discografia de Elvis, portanto, o lançamento ocupa uma posição bastante particular: não acrescenta novas gravações de estúdio feitas pelo cantor, mas reorganiza e recupera seu legado de palco para uma nova geração. É também uma continuação do processo de recuperação do acervo audiovisual de Elvis que vem permitindo que performances antigas sejam apresentadas com qualidade sonora e visual muito superior. A própria Sony descreve o projeto como uma combinação de performances ao vivo restauradas com novos remixes e medleys construídos a partir das gravações originais. Assim, EPiC funciona simultaneamente como trilha sonora, documento de uma fase extraordinária da carreira de Elvis e uma nova interpretação de seu legado musical. Seu maior interesse histórico está justamente nessa combinação entre o Elvis original dos anos 1970 e uma produção sonora concebida em 2026.

Elvis Presley – EPiC: Elvis Presley in Concert – Original Motion Picture Soundtrack (2026)
Can’t Help Falling in Love (EPiC Intro)
Also Sprach Zarathustra / An American Trilogy (EPiC Version)
That’s All Right (EPiC Version)
Tiger Man (EPiC Version)
Wearin’ That Night Life Look
Hound Dog (EPiC Version)
Polk Salad Annie (EPiC Version)
You’ve Lost That Loving Feeling (EPiC Version)
Little Sister / Get Back (EPiC Version)
Burning Love (EPiC Version)
Never Been to Spain (EPiC Version)
Love Me (Jamieson Shaw Remix)
I Can’t Stop Loving You (EPiC Version)
Are You Lonesome Tonight? (EPiC Version)
Always on My Mind (EPiC Version)
How Great Thou Art (EPiC Version)
Oh Happy Day (EPiC Version)
A Big Hunk O’ Love (EPiC Version)
Bridge Over Troubled Water (EPiC Version)
In the Ghetto (Jamieson Shaw Remix)
Walk a Mile in My Shoes (EPiC Version)
Suspicious Minds (EPiC Version)
Bring the Curtain Down (EPiC Outro)
Can’t Help Falling in Love (EPiC Version)
American David (EPiC Version)
A Change of Reality (Do You Miss Me?)
Don’t Fly Away (PNAU Remix)

Erick Steve. 

Elvis Presley - Sunset Boulevard

Elvis Presley - Sunset Boulevard (2025)
Sunset Boulevard é uma caixa de 5 CDs lançada pela RCA/Legacy em 1º de agosto de 2025, dedicada às sessões de gravação e aos ensaios realizados por Elvis Presley nos estúdios da RCA em Los Angeles, especialmente no famoso Studio C, localizado na Sunset Boulevard. O projeto reúne 89 faixas, abrangendo gravações realizadas entre 1970 e 1975, e foi produzido e remixado por Matt Ross-Spang. O grande interesse do lançamento está na possibilidade de ouvir Elvis trabalhando em estúdio ao lado de sua banda de estrada, a TCB Band, em um ambiente muito mais espontâneo do que aquele encontrado em muitos de seus discos oficiais. As sessões de 1972 deram origem a músicas fundamentais como “Burning Love”, “Always on My Mind”, “Separate Ways” e “For the Good Times”, enquanto as sessões de 1975 forneceram grande parte do material que apareceria no álbum Today. Um dos aspectos mais interessantes da caixa é que 34 faixas receberam novas mixagens sem overdubs, permitindo ouvir com maior clareza a voz de Elvis e os instrumentos da banda, sem a quantidade de cordas, metais e vocais adicionais presentes em algumas das versões originalmente lançadas. O primeiro CD apresenta os masters, enquanto o segundo concentra-se em takes alternativos, permitindo acompanhar diferentes momentos do processo criativo. Os três CDs restantes são especialmente valiosos para colecionadores, pois apresentam extensos ensaios realizados em 1970 e 1974. Neles, Elvis experimenta repertório, conversa, brinca com os músicos e trabalha diferentes interpretações antes de levar as canções ao palco. A presença de músicas como “That’s All Right”, “I Got a Woman”, “The Wonder of You”, “Polk Salad Annie”, “Bridge Over Troubled Water”, “Suspicious Minds”, “Johnny B. Goode” e “Proud Mary” transforma a caixa em uma espécie de documento sonoro do funcionamento da máquina musical de Elvis durante os anos 1970. Além do conteúdo musical, a edição física apresenta um livreto de 28 páginas com informações históricas, fotografias e material relacionado às sessões. Dessa maneira, Sunset Boulevard não funciona simplesmente como uma nova coletânea de músicas conhecidas, mas como uma reconstrução detalhada de um período específico da carreira de Elvis, mostrando tanto os resultados acabados quanto o processo que existia por trás deles.

A recepção de Sunset Boulevard foi bastante positiva entre publicações especializadas e colecionadores de Elvis, especialmente pela qualidade do material e pela oportunidade de revisitar gravações dos anos 1970 em novas mixagens. A Associated Press chamou o lançamento de “o maior presente” para os admiradores de Elvis, destacando a riqueza do material reunido na caixa. O AllMusic, em sua análise assinada por Mark Deming, ressaltou a importância das sessões de Los Angeles e observou que a participação da banda que acompanhava Elvis nos palcos conferia às gravações uma conexão e uma energia particulares. Já The Second Disc destacou que o conjunto oferece uma reavaliação das sessões finais de estúdio de Elvis, reunindo tanto clássicos conhecidos quanto gravações menos familiares. A publicação também chamou atenção para a qualidade dos novos mixes e para a possibilidade de ouvir detalhes da banda que ficavam menos evidentes nas versões anteriores. Entre os fãs, a recepção também foi favorável, com compradores da própria loja oficial de Graceland elogiando particularmente a sonoridade mais despojada e a oportunidade de ouvir a voz de Elvis com menos elementos adicionados à produção. Naturalmente, existe uma questão importante para os colecionadores: boa parte dos takes alternativos já havia aparecido anteriormente em outros lançamentos, especialmente na série Follow That Dream, embora as novas mixagens deem uma perspectiva diferente a esse material. Dentro da vasta discografia de Elvis Presley, Sunset Boulevard tem importância especial porque concentra em uma única edição um conjunto muito amplo de gravações relacionadas à sua produção de estúdio dos anos 1970. O lançamento também ajuda a compreender melhor a transição entre o Elvis dos grandes espetáculos e o artista trabalhando no estúdio com os músicos que o acompanhavam na estrada. As sessões de 1975, particularmente, são historicamente significativas porque constituíram as últimas gravações de Elvis em um estúdio profissional tradicional, antes das posteriores gravações realizadas no chamado Jungle Room de Graceland. Por isso, mais do que simplesmente acrescentar raridades à coleção do cantor, Sunset Boulevard oferece uma documentação extensa de Elvis em um dos períodos mais importantes e complexos de sua carreira fonográfica.

Elvis Presley - Sunset Boulevard (2025)
CD 1 – The Masters
Burning Love
Always On My Mind
Where Do I Go From Here
Separate Ways
For The Good Times
It’s A Matter Of Time
Fool
T-R-O-U-B-L-E
And I Love You So
Susan When She Tried
Woman Without Love
Shake A Hand
Pieces Of My Life
Fairytale
I Can Help
Bringin’ It Back
Green, Green Grass Of Home

CD 2 – Outtakes Highlights
Separate Ways – Take 25
For The Good Times – Take 3
Where Do I Go From Here – Take 2
Burning Love – Take 2
Fool – Take 1
Always On My Mind – Take 2
It’s A Matter Of Time – Takes 1–3
It’s A Matter Of Time – Take 4
Fairytale – Take 2
Green, Green Grass Of Home – Takes 2 and 3
And I Love You So – Take 2
Susan When She Tried – Takes 1 and 2
T-R-O-U-B-L-E – Take 1
Tiger Man
Shake A Hand – Take 2
Bringin’ It Back – Takes 2 and 3
Pieces Of My Life – Takes 2 and 3

CD 3 – Rehearsal – 24 de julho de 1970
That’s All Right
I Got A Woman
I Got A Woman
The Wonder Of You
I’ve Lost You
The Next Step Is Love
Stranger In The Crowd
You’ve Lost That Lovin’ Feelin’
Something
Don’t Cry Daddy
Don’t Cry Daddy
You Don’t Have To Say You Love Me
Polk Salad Annie
Bridge Over Troubled Water
I Can’t Stop Loving You
Just Pretend
Sweet Caroline
Love Me Tender
Words
Suspicious Minds
I Just Can’t Help Believin’
I Just Can’t Help Believin’

CD 4 – Rehearsals – 1970 e 1974
Tomorrow Never Comes
Mary In The Morning
Twenty Days And Twenty Nights
You’ve Lost That Lovin’ Feelin’
Just Can’t Help Believin’
Heart Of Rome
Heart Of Rome
Memories
Johnny B. Goode
Make The World Go Away
Stranger In My Own Home Town
I Washed My Hands In Muddy Water
If You Love Me (Let Me Know)
If You Love Me (Let Me Know)
Promised Land
Promised Land
Down In The Alley
Down In The Alley

CD 5 – Rehearsal – 16 de agosto de 1974
It’s Midnight
It’s Midnight
Your Love’s Been A Long Time Coming
Good Time Charlie’s Got The Blues
Softly As I Leave You
Softly As I Leave You
I’m Leavin’
The First Time Ever I Saw Your Face
Proud Mary
If You Talk In Your Sleep
If You Love Me (Let Me Know)
If You Love Me (Let Me Know)
The Twelfth Of Never
Faded Love
Just Pretend

Erick Steve.

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Elvis Presley - Black Tornado

Elvis Presley - Black Tornado
Outra capa que me chamou a atenção é a desse CD  "Black Tornado". De todas as cores das roupas de palco de Elvis o preto era de fato a menos usada. Isso por causa do calor que esse tipo de vestimenta trazia. Elvis odiava passar calor. Geralmente ele só usava as jumpsuits pretas em cidades com clima de inverno, onde houvesse temperaturas frias. Assim o cantor tentava se proteger do frio. Era uma roupa de palco muito elegante, mas Elvis muito raramente a usava. O branco era mesmo sua cor preferida. Assim qualquer foto dele usando traje negro chama logo a atenção, como na capa desse novo CD. 

O Black Tornado, lançado pela E.P. Collector em 2018, é um CD duplo com as duas apresentações de Elvis Presley no Public Hall Auditorium, Cleveland, Ohio, em 6 de novembro de 1971: o show da tarde (14h30) e o show da noite (20h30). As gravações são de plateia. A qualidade Audience vai afastar alguns, mas afirmo que ainda vale a pena ouvir. Nesse ano Elvis cumpriu longas agendas de concertos, Uma rotina pesada. Por isso nem sempre os shows traziam Elvis no melhor de si. Geralmente cansado, muitas vezes até doente, ele seguiu em frente, usando para aguentar as viagens cansativas uma série de estratégias, como alongar a apresentação dos músicos, encurtando o quanto podia suas apresentações.

E como se trata de um CD duplo temos também uma rara apresentação de Elvis em 1971. Essa turnê foi a última do cantor ao lado do grupo vocal The Imperials. Para se ter uma ideia da correria a que Elvis era submetido nessa época basta dizer que ele realizou em 12 dias nada mais do que 14 shows em 12 cidades diferentes! Uma loucura, algo impensável para grandes astros hoje em dia. De bom mesmo apenas a qualidade sonora (que foi gravada direta das mesas de som dos shows) e as boas versões cantadas por Elvis de músicas como 'How Great Thou Art', 'I´m Leavin', 'Bridge Over Troubled Water', 'Lawdy Miss Clawdy 'e' The Impossible Dream '.

Elvis Presley - Black Tornado
CD 1 - Show da tarde - 14h30
Also Sprach Zarathustra
That's All Right
I Got a Woman / Amen
Proud Mary
Love Me Tender
You Don't Have to Say You Love Me
You've Lost That Lovin' Feelin'
Polk Salad Annie
Instrumental – Introductions
Johnny B. Goode
Love Me
Heartbreak Hotel
Blue Suede Shoes
One Night
Hound Dog
How Great Thou Art
Band Introductions
I'm Leavin'
Blue Hawaii / Hawaiian Wedding Song
I Can't Stop Loving You
Bridge Over Troubled Water / Reprise
Lawdy Miss Clawdy
Can't Help Falling in Love
Closing Vamp

CD 2 - Show da noite, 20h30
Also Sprach Zarathustra
That's All Right
I Got a Woman / Amen
Proud Mary
Love Me Tender
You Don't Have to Say You Love Me
You've Lost That Lovin' Feelin'
Polk Salad Annie
Instrumental – Introductions
Johnny B. Goode
Love Me
Heartbreak Hotel
Blue Suede Shoes
Hound Dog
The Impossible Dream
Bridge Over Troubled Water
Band Introductions
I'm Leavin'
Suspicious Minds
Can't Help Falling in Love
Closing Vamp

Pablo Aluísio. 

Elvis Presley - Richmond 1972

Elvis Presley - Richmond 1972
Complicado mesmo é dar conta de tantos lançamentos envolvendo o nome de Elvis Presley. Há muito ele ultrapassou a marca de 4 mil títulos! É o cantor com o maior número de CDs e discos já lançados na história. Chega a ser impressionante. Comecemos falando das últimas novidades. Um dos novos lançamentos se chama "Elvis Presley - Richmond 1972". A primeira coisa que chama a atenção é essa capa. Já vi centenas de milhares de fotos de Elvis Presley, mas desconhecia essa foto. Muito interessante. No repertório não há maiores novidades. É um show de rotina de Elvis pelo sul, na antiga capital confederada, Richmond. Ele estava em casa. As resenhas até agora são as melhores possíveis. Muitos elogiando a qualidade sonora. Além disso vem com um livreto e encarte de 18 páginas, com muitas fotos raras - inclusive a da capa, como já citei. 

O que temos aqui é o show de Elvis realizado no Richmond Coliseum, na cidade de Richmond, Virginia em 10 de abril de 1972. A edição da Victrola apresenta o concerto completo em estéreo / multitrack. Essa é a sequência correspondente ao show de Richmond. Algumas edições comerciais e outros bootlegs apresentam pequenas diferenças de edição, especialmente em Lawdy, Miss Clawdy e no encerramento. De qualquer forma é mais do que interessante para o fã de Elvis ouvir o concerto de Richmond que foi um dos quatro shows de abril de 1972 gravados para o documentário Elvis On Tour. Posteriormente, vários desses registros apareceram em diferentes lançamentos oficiais e não oficiais.

Elvis Presley - Richmond 1972
Also Sprach Zarathustra
See See Rider
Proud Mary
Never Been to Spain
You Gave Me a Mountain
Until It's Time for You to Go
Polk Salad Annie
Love Me
All Shook Up
(Let Me Be Your) Teddy Bear / Don't Be Cruel
Heartbreak Hotel
Hound Dog
Bridge Over Troubled Water
Love Me Tender
It's Over
Suspicious Minds
Introductions
For the Good Times
I Can't Stop Loving You
An American Trilogy
Lawdy, Miss Clawdy (incompleta)
Funny How Time Slips Away
Can't Help Falling in Love
Closing Vamp

Pablo Aluísio. 

Elvis Presley - Greensboro 1972

Elvis Presley - Greensboro 1972
Greensboro é uma cidade da Carolina do Norte que teve a felicidade de ter assistido a vários shows de Elvis Presley nos anos 70. Estava na rota das turnês do cantor por essa época. Esse novo CD duplo que foi lançado em agosto nos Estados Unidos não traz material inédito. O concerto que está presente aqui no primeiro CD já havia sido lançado anteriormente, porém houve uma sensível melhora na sonoridade. A voz de Elvis e seu grupo vocal de apoio ganharam maior destaque. Penso que o resultado ficou muito bom. Já no CD 2 temos uma miscelânea de trabalhos feitos por Elvis, inclusive em estúdio. Em sua maioria são ensaios, pedaços de músicas, diálogos de Elvis com a banda TCB que foram capturados por microfones ligados pela RCA Victor. Nada muito diferente do que já ouvimos antes em outros CDs do selo Follow That Dream. De relevo mesmo destaco os ensaios envolvendo o grupo gospel J.D Sumner & The Stamps Quartet. Tem tanto material deles que um fã escreveu um texto dizendo que gostava mesmo era de Elvis e não do Stamps Quartet. Não era para tanto.

Enfim, é um material típico de 1972, onde Elvis parecia bem disposto, tanto nos palcos, como nos estúdios. Afinal de contas nesse mesmo ano ele ainda arranjou tempo para aparecer no documentário de shows da MGM denominado "Elvis On Tour" (Elvis Triunfal, no Brasil). O cantor parecia bem, de bom humor, com disposição para cumprir sua puxada agenda. Era um momento de leve brisa, antes da grande tempestade que estava se formando no horizonte.

Elvis Presley - Greensboro - April 14 1972 (2018)
CD 1 - 1. Also Sprach Zarathustra 2. CC Rider 3. Proud Mary 4. Never Been To Spain 5. You Gave Me A Mountain 6. Until It’s Tim For You To Go 7. Polk Salad Annie 8. Love Me 9. (Let Me Be Your) Teddy Bear 10. Hound Dog 11. Heart Break Hotel 12. A Big Hunk O’ Love 13. Bridge Over Troubled Water 14. Suspicious Minds 15. Love Me tender 16. Introductions 17. For The Good Times 18. An American Trilogy19. Burning Love 20. Release Me 21. Funny How Times Slips Away 22. Can’t Help Falling In Love

CD 2 - 01. Johnny B. Goode (Takes 1 - 3) 02. Always On My Mind (Rehearsal, with extra dialogue) 03. Separate Ways #1 (With Extra Dialogue - Raw outtake) 04. Separate Ways #2 (With Extra Dialogue) 05. Time Has Made A Change In Me (J.D Sumner & The Stamps Quartet) 06. I Should Have Been Crucified (J.D Sumner & The Stamps Quartet) 07. I John 08. Bosom Of Abraham - You Better Run 09. Lead Me, Guide Me 10. Turn Your Eyes Upon Jesus - Nearer My God To Thee 11. Sweet Sweet Spirit (By J.D Sumner & The Stamps - Rehearsal) 12. When It's My Time (By Bill Baize & The Stamps) 13. All Shook Up (April 9, 1972) 14. Teddy Bear - Don't Be Cruel (April 9, 1972) 15. Are You Lonesome Tonight (April 9, 1972) 16. I Can't Stop Loving You (April 9, 1972) 17. How Great Thou Art (April 9, 1972) 18. For The Good Times (April 9, 1972) 19. An American Trilogy (April 9, 1972 - This Is Elvis Overdub) 20. The Lighthouse (One-liner) - Hound Dog (April 5, 1972 - Rehearsal) 21. Bridge Over Troubled Water (April 5, 1972 - Rehearsal) 22. Funny How Time Slips Away (April 5, 1972 - Unedited);

Pablo Aluísio.

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Elvis Presley - Almost Always True

Elvis Presley - Almost Always True
Cantor: Elvis Presley
Música: Almost Always True
Compositores: Fred Wise / Ben Weisman
Álbum: Blue Hawaii
Selo: RCA Victor
Data de Gravação: 22 de março de 1962
Produção: Joseph Lilley / Hal Wallis
Engenheiro de Som: Thorne Nogar
Local de Gravação: Radio Recorders, Hollywood, California

Músicos: Elvis Presley (vocais), Hank Garland (guitarra), Scotty Moore (guitarra), Hilmer J. "Tiny" Timbrell (guitarra), Bob Moore (baixo), D.J. Fontana (bateria), Bernie Mattinson (percussão), Hal Blaine (bateria), Dudley Brooks (piano), Floyd Cramer (piano), Homer "Boots" Randolph (sax), Alvino Rey (Steel Guitar), Bernie Lewis, Fred Tavares (Ukulele), The Jordanaires, The Surfers (vocais de apoio).
   
Comentários:
Durante anos e anos a trilha sonora do filme "Blue Hawaii" (Feitiço Havaiano, no Brasil) foi o LP mais vendido da carreira de Elvis Presley. Um grande sucesso comercial, tanto nas bilheterias, como nas lojas de discos. Na opinião do Coronel Parker esse havia sido o "projeto perfeito" da carreira de seu garoto. Eu particularmente não ouço muito esse disco. É algo muito, digamos, Hollywoodiano. E como tal envelheceu um pouco com o passar dos anos. As faixas cheias de arranjos havaianos, com instrumentos típicos das ilhas como o Ukulele e todos aqueles efeitos sonoros produzidos pela Steel Guitar funcionam melhor dentro do contexto do filme. Fora disso poucas músicas soam bem, como os clássicos românticos "Can't Help Falling in Love" e "No Moore". Outra exceção é justamente esse pop "Almost Always True". Bem gravada, contando com o excelente sax do mestre "Boots" Randolph, é uma das canções da trilha que valem a pena sempre ouvir. E nem precisa estar no clima do Havaí para gostar.

Pablo Aluísio.

Elvis Presley - Almost

Elvis Presley - Almost
Cantor: Elvis Presley
Música: Almost
Compositores: Kaye / Weisman
Álbum: Let's Be Friends
Selo: RCA Victor
Data de Gravação: 24 de outubro de 1968
Produção: Billy Strange
Engenheiro de Som: Eddie Brackett
Local de Gravação: United Artist Recorders, Hollywood, California

Músicos: Elvis Presley (vocais), Morton Marker (guitarra), Robert Gibbons (guitarra), Max Bennett (baixo), Frank Carlson (bateria), Don Randi (piano), The Mello Men (vocais de apoio).

Comentários:
Música pouco conhecida, até mesmo entre os fãs do cantor. É um autêntico momento obscuro dentro da discografia de Elvis Presley. Originalmente a canção foi gravada para a trilha sonora do filme "The Trouble With Girls" (Lindas Encrencas, as Garotas, no Brasil), mas ficou sem lançamento na época. Isso porque a RCA desistiu de lançar um disco com as canções desse filme. No máximo algumas poucas faixas seriam aproveitadas em singles e nada mais. Porém algum tempo depois a gravadora decidiu inclui-la no disco "Let's Be Friends" que reunia mesmo várias sobras de filmes de Hollywood. Pelo menos assim os fãs da época tiveram acesso a essa canção que não é grande coisa do ponto de vista artístico, embora como sempre Elvis tenha sido profissional dentro do estúdio, a cantando corretamente.

Pablo Aluísio.

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Elvis Presley - All Shook Up

Artista: Elvis Presley
Música: All Shook Up
Compositores: Otis Blackwell - Elvis Presley
Álbum: Elvis Golden Records
Selo: RCA Victor
Data de Gravação: 12 de janeiro de 1957
Produção: Steve Sholes
Engenheiro de Som: Thorne Nogar
Local de Gravação: Radio Recorders, West Hollywood, California
Músicos: Elvis Presley (vocais, violão), Scotty Moore (guitarra), Bill Black (baixo), DJ Fontana (bateria), Gordon Stoker (piano), The Jordanaires (vocais de apoio).

Comentários:
É um dos grandes sucessos da carreira de Elvis, lançado bem no meio de sua fase mais popular de rockstar, durante os anos 50. A primeira versão, que foi lançada em compacto simples em 1957, tinha uma sonoridade bem diferenciada, embora os arranjos lembrassem um pouco de "Heartbreak Hotel". Depois, ao longo dos anos, Elvis iria gravar outras versões diferentes, com arranjos mais soltos, mais leves. Nos discos ao vivo essas versões não iriam se destacar pelo cuidado técnico, porém as versões de 1969, no International Hotel de Las Vegas, são inegavelmente bem executadas, com muita energia.

A canção foi creditada a Otis Blackwell e Elvis Presley. Na verdade eles nunca sentaram juntos para compor a música. Conforme o próprio Elvis disse em entrevista, ele apenas teve a ideia inicial da letra, que segundo ele veio em um sonho. Depois Steve Sholes repassou o conceito para Blackwell que enfim construiu toda a música. O resultado ficou excelente, bem de acordo com o estilo vocal que Elvis usava na época, algo bem característico, o que levou um crítico de música de Nova Iorque a qualificar seu estilo de cantar como um "exercício criativo de como mastigar as palavras". Para finalizar vale relembrar que a primeira vez que o hit foi lançado em um álbum foi justamente no primeiro da série "Elvis Golden Records". Bem situado, já que esse foi realmente um sucesso dourado (premiado com disco de ouro) de sua fase inicial.

Pablo Aluísio.

Elvis Presley - All That I Am

Elvis Presley - All That I Am
Artista: Elvis Presley
Música: All That I Am
Compositores: Tepper / Bennett
Álbum: Spinout
Selo: RCA Victor
Data de Gravação: 17 de fevereiro de 1966
Produção: George Stoll
Engenheiro de Som: Dave Weichman
Local de Gravação: Radio Recorders, Hollywood, California

Músicos: Elvis Presley (vocais), Scotty Moore (guitarra), Hilmer J. "Tiny" Timbrell (guitarra), Tommy Tedesco (guitarra), Bob Moore (baixo), Murrey "Buddy" Harman (bateria), D.J. Fontana (bateria), Floyd Cramer (piano), Homer "Boots" Randolph (saxofone), The Jordanaires (vocais de apoio).

Comentários:
Música da trilha sonora do filme "Spinout" ("Minhas três Noivas", no Brasil). É uma balada romântica que Elvis canta entre bucólicas cabanas de praia para sua partner no filme. A cena ficou igualmente romântica. No geral é uma boa canção, que consegue se destacar até mesmo fora do contexto do filme. O curioso é que a voz de Elvis está bem destacada, na frente de sua banda, uma exigência do Coronel Parker para a RCA que irritou Elvis na época, uma vez que ele ficava furioso quando mexiam nas suas gravações, mesmo que fossem para filmes. Nesse aspecto concordo com o cantor, a música teria ficado melhor usando a antiga fórmula, onde a voz de Elvis surgia no mesmo volume que os demais instrumentos e músicos de apoio que o acompanhavam. Colocando muito na frente sempre fiquei com aquela sensação de artificialismo, como se Elvis cantasse sob um playback instrumental previamente gravado. Não era uma boa opção.

Pablo Aluísio.

Elvis Presley - All I Needed Was The Rain

Artista: Elvis Presley
Música: All I Needed Was The Rain
Compositores: Ben Weisman / Sid Wayne
Álbum: Elvis Singing Flaming Star and Others
Selo: RCA Victor
Data de Gravação: 1 de outubro de 1967
Produção: Jeff Alexander
Engenheiro de Som: Al Pachucki
Local de Gravação: M.G.M. Studios, Hollywood, California

Músicos: Elvis Presley (vocais), Scotty Moore (guitarra), Chip Young (guitarra), Bob Moore (baixo), Murrey "Buddy" Harman (bateria), D.J. Fontana (bateria), Floyd Cramer (piano), Charlie McCoy (gaita), Gordon Terry (violino), The Jordanaires (vocais de apoio).

Comentários:
Música que fez parte da trilha sonora do filme "Stay Away, Joe" (Joe é Muito Vivo, no Brasil). É a tal coisa, por essa época as trilhas de Elvis já não vendiam bem e nem a gravadora RCA tinha muito interesse nelas. Todos que faziam parte da direção da carreira de Elvis já sabiam que deveria haver mudanças em sua carreira, deixando Hollywood para trás para voltar a ser apenas um bom cantor, fazendo shows pela América. Os estúdios de cinema de uma maneira em geral só ofereciam roteiros fracos para Elvis, meros pretextos para que ele saísse cantando entre uma cena e outra. Nada muito relevante do ponto de vista artístico.

Esse "Stay Away, Joe" foi um dos mais fracos da fase final de Elvis em Hollywood. Filme confuso, com Elvis interpretando um mestiço mulherengo que quando não estava cantando, estava brigando com alguém ou rolando na lama com sua moto. A cena final inclusive lembrava comédias do tipo pastelão, com uma velha casa caindo aos pedaços. Nada memorável, obviamente. Curiosamente "All I Needed Was The Rain" tinha até algum valor musical. Era uma boa canção, com toque de blues, só que composta pela dupla Ben Weisman e Sid Wayne, campeões no quesito quantidade de temas feitos para os filmes de Elvis. Na cena do filme Elvis a apresentava no meio de uma chuva torrencial, enquanto se lamentava. Ficou até divertida e interessante a cena, por incrível que pareça! 

Pablo Aluísio.